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Autor Tópico: Galáxias em colisão. Português capta melhor imagem de sempre  (Lida 292 vezes)

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Hugo Messias, astrónomo, 30 anos, usou o universo como lupa.




m estudo internacional liderado pelo português Hugo Messias revelou uma colisão de galáxias quando o universo tinha quase metade da idade actual. No tempo em que o Sol ainda nem existia.

Foram usados muitos telescópios na Terra e no espaço. Entre eles, o Hubble e o ALMA. Mas o principal trabalho foi mesmo feito pelo universo. Uma lente natural do tamanho de uma galáxia permitiu chegar à fotografia já considerada a melhor de sempre.

É tão simples como imaginar “uma folha com vários pontinhos”. “Se queremos ver com mais detalhe, colocamos uma lente em frente para perceber se esses pontinhos são efectivamente pontinhos”, explica à Renascença Hugo Messias, investigador do Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa.

Neste caso, troca-se a folha pelo céu. “Observámos o céu, vimos muitos pontinhos e percebemos que havia um muito brilhante”, conta Hugo Messias.

Com base em estudos anteriores, concluíram que “aquele ponto brilhante” só podia estar a ser “magnificado naturalmente”. O mesmo que dizer que uma lente natural estava a aumentar a intensidade do brilho. Esta lente era uma galáxia que, posicionada em frente aos grandes sistemas em estudo, fez o trabalho que uma lupa faria.

“Foi isso que nos permitiu saber que aquela fonte de energia intensa era uma colisão de galáxias”, explica o astrónomo de 30 anos. Esta fusão demorou metade da idade do universo a chegar até nós.

Segundo os cálculos do investigador português, sem esta “lupa natural” o resultado seria alcançado em 100 vezes mais tempo do que o que foi gasto neste estudo.

Decifrar o segredo da evolução das galáxias
A investigação que começou há mais de dois anos resultou nesta que é já considerada a melhor fotografia de sempre de galáxias em colisão. Mas pode valer por muito mais do que isso. “O objectivo não é tirar fotografias, mas é perceber como é que as galáxias evoluem”, sublinha Hugo Messias.

O grupo de investigadores internacionais quer compreender os mecanismos de formação e evolução das galáxias. Enfim, “o que nos fez chegar aqui”.

Querem perceber, por exemplo, o porquê de a nossa galáxia ainda não ter colidido com Andrómeda, uma galáxia vizinha.

Hugo Messias garante que não está para breve, mas que quando acontecer o resultado não será muito diferente deste.

“Daqui a milhares de milhões de anos, a nossa galáxia vai colidir com a Andrómeda e produzir uma imagem semelhante com a que estamos a ver”, conta o investigador português.
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