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Autor Tópico: Especies cinegéticas  (Lida 2382 vezes)

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Online Sotnas

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em: Maio 08, 2011, 06:11:16 pm
Codorniz



A codorniz é, a par da rola e da perdiz, uma das espécies cinegéticas preferidas dos caçadores portugueses.
É uma ave solitária, pequena (17/18 cm) e de voo rápido, sendo mais fácil ouvi-la do que vê-la. Caminhando pelo campo pode acontecer levantar voo aos nossos pés, pois apenas abandona a camuflagem do solo quando é quase pisada.
Tem uma coroa preta e branca, o abdómen branco e o resto do corpo com tonalidades castanhas com riscas claras. Alimenta-se sobretudo de sementes, folhas e insectos.
Faz o ninho numa cavidade do solo, entre Abril e Maio, onde põe entre 7 e 12 ovos cor creme com manchas castanhas, que são incubados pela fêmea durante 23/25 dias.

Coelho Bravo



O coelho é uma das espécies cinegéticas portuguesas de maior importância e constitui, juntamente com a perdiz a caça por excelência para o caçador português.

Um dos motivos para esta situação reside sem dúvida na facilidade com que se reproduz e nos números elevados que as suas populações atingem.

Pode dizer-se que no nosso país o coelho se encontra distribuído por quase todo o território, sendo genericamente mais abundante nas regiões a sul do Tejo.

È um pequeno herbivoro (cerca de 40 cm de comprimento) de cor acinzentada com laivos amarelo-acastanhado, na nuca e nas patas, e face anterior esbranquiçada. As orelhas são relativamente curtas (menores que o comprimento da cabeça). Corre em apertados ziguezagues.

HABITAT E ALIMENTAÇÃO:

Vive em zonas onde o mato é abundante, preferindo os terrenos secos e arenosos mais fáceis para a construções de covas. A alimentação é constituída essencialmente por plantas herbáceas, raízes, caules, grãos e mesmo cascas suculentas de algumas árvores.

COMPORTAMENTO E REPRODUÇÃO:

São animais de hábitos nocturnos crepusculares, embora sejam vistos muitas vezes durante o dia. Vivem em colónias, em galerias extensas e muito ramificadas.

A fêmea de habitos nocturnos e crepusculares, uma galeria simples e profunda, situada a uma certa distância da colónia, com uma única abertura e forrada com pêlos que arranca do seu próprio abdómen. Depois do nascimento dos filhos, as fêmeas sempre que se ausentam das tocas tapam a abertura com terra para os machos não entrarem. Três semanas após o nascimento, mudam os filhos para as tocas normais.

Pode considera-se que o coelho se reproduz quase todo o ano, embora exista uma época bem marcada em que a reprodução é mais activa (Março a Maio). Período de gestação é de 28 a 30 dias e, em média, cada fêmea tem 2 a 4 ninhadas por ano, produzindo em geral por ninhada 2 a 7 láparos, cegos, surdos e sem pêlos, pesando cerca de 60g (valor que duplica ao fim de dois dias). O aparelho auditivo está completamente desenvolvido aos 8 dias e abrem os olhos aos 10 dias. Com 6 meses de vida os coelhos são adultos estando aptos a reproduzirem-se. È uma espécie que tem uma grande longevidade, podendo viver até aos 10 anos.

Esta espécie representam uma pedra fundamental no equilíbrio ecológico do habitat Mediterrânico, pois o seu desaparecimento prejudicaria a sobrevivência de alguns predadores que têm nela a base da sua dieta alimentar.

Actualmente esta espécie é bastante menos abundante do que já foi , sem dúvida devido á mixomatose. A mixomatose, que não é transmissível ao Homem, foi introduzida na Europa, na década de 50, por um Francês que inoculou voluntariamente este vírus em coelhos que danificavam as culturas agrícolas da sua propriedade. Há estirpes de vírus desta doença que matam só uma pequena percentagem dos animais atingidos, enquanto que outras estirpes chegam a matar 99% dos indivíduos atacados.


Corço



O nordeste transmontano é um dos últimos refúgios do corço em Portugal, espécie que contudo é bastante comum no resto da Europa. A cor do pêlo varia de castanho-acinzentado, no Inverno, a castanho-avermelhado, no Verão. Em ambas as fases, a região do ventre apresenta-se mais clara do que o dorso. O escudo anal é branco. A pelagem de Inverno é formada por pêlos longos e espessos, e a de Verão por pêlos curtos e delgados. As crias exibem uma pelagem um pouco mais escura, com pequenas manchas brancas. O corço tem uns membros finos e longos, dos quais os posteriores são mais compridos que os anteriores. Apenas o macho apresenta hastes (com número máximo de três ramificações em cada), presentes em grande parte do seu ciclo reprodutor. Estas atingem o auge do desenvolvimento quando os animais têm cerca de cinco a seis anos de idade. O aparecimento das hastes ocorre em Dezembro-Janeiro e a queda em Outubro-Novembro. Em ambas as fases, os corços mais velhos são os primeiros a efectuar a muda. O corço pesa entre15 e 30 kg para um comprimento médio de 120 cm e uma altura ao garrote de 70 cm . Tem um comportamento em grande medida crepuscular, pastando durante a noite, embora o possa fazer de dia se não for perturbado. Tem uma excelente e selectiva capacidade auditiva e uma boa capacidade olfactiva, detectando melhor movimentos do que formas. Apresenta ainda uma grande agilidade de movimentos.
O corço é herbívoro e apresenta uma dieta variada, evidenciando preferências por espécies arbustivas, como silvas, gramíneas e vegetação herbácea.
O período de acasalamento ocorre entre Julho e Agosto e o período de gestação dura cerca de 6 meses, sendo interrompido após as primeiras fases de desenvolvimento do embrião, e reiniciando-se em Dezembro-Janeiro, razão pela qual este processo é designado por ovo-implantação retardada. O nascimento das crias ocorre por isso apenas em Maio-Junho. As fêmeas vivem normalmente acompanhadas pelas crias do ano anterior, às quais se pode associar um macho durante o Inverno. Na restante parte do ano, os machos vivem normalmente isolados. As crias acompanham a progenitora até cerca de um ano de idade.
No estado selvagem, o corço vive mais de 15 anos, sendo a longevidade das fêmeas superior à dos machos. O lobo é considerado como o principal predador, uma vez que tudo indica que a raposa apenas integra o corço na sua dieta por necrofagia. Os cães assilvestrados são considerados como prováveis predadores directos. Os rebanhos, sobretudo de caprinos, são considerados como competidores por espaço mas, sobretudo, por alimento.


Javali




Apresentando formas e proporções corporais inconfundíveis, o javali é a espécie de caça maior com mais ampla representação no nosso pais.

Podendo atingir grande tamanho (comprimento total 1,25 a 1,70m e peso podendo atingir aos 140kg nos machos), o javali ostenta uma silhueta compacta e poderosa, com membros relativamente curtos e fortes, ausência aparente de pescoço e cabeça grande e afunilada conferindo-lhe um aspecto sólido e resistente, bem completamente por uma pelagem bastante farta e rude, constituída por pêlos mais ou menos compridos – as cerdas.

Nesta espécie, o dimorfismo sexual manifesta-se não só no tamanho e no peso mas também por diferenças na própria estrutura óssea, de que ressaltam no macho , entre outros aspectos, a cabeça mais larga e menos afunilada e a existência de caninos ou presas extremamente desenvolvidas de que o animal se servem principalmente como arma. Estes dentes navalhas (caninos inferiores) e amoladeiras (caninos superiores) constituem o trofeu do javali.

Depois de sofrer uma serie uma seria redução numérica há algumas dezenas de anos, vem esta espécie evidenciando sinais de grande recuperação, ocupando presentemente uma área considerável do Pais.

Chama-se ainda a atenção para o facto de ser esta espécie a mais importante portadora da "peste suína africana" , doença altamente contagiosa e mortífera que, como é sabido, já tem provocado autenticas catástrofes nas explorações de porcos domésticos.

HABITAT E ALIMENTAÇÃO:

Tal como o porco domésticos, também o javali é um animal omnívoro; assim, os elementos constituintes da sua dieta são : frutos , raízes bolbos, tubérculos, larvas de insectos, pequenos vertebrados (ratos e lebrachos), ovos e mesmo cadáveres de outros animais. Será no entanto de realçar uma preferencia nítida por bolotas, castanhas e cereais, o que leva á ocorrência de incompatibilidade com a exploração agrícola, dado o risco de prejuízos elevados.

Em termos de habitat, esta espécie necessita sobretudo de dois elementos: extensas zonas de abrigo – constituída por matos serrados – e presença de água.

COMPORTAMENTO E REPRODUÇÃO:

No tocante á sociabilidade, o javali apresenta a característica de viver em grupo, chamadas varas ou companhias , englobando animais de dois sexos e de idade variada : uma a duas fêmeas adultas, com crias e juvenis do ano anterior; fêmeas e machos novos (2, 3 ou 4 anos) machos adultos, não solitários.

De notar que os machos tendem a isolar-se progressivamente com a idade, chegando mesmo ao isolamento completo, só quebrado na época do cio. Quando não isolados completamente, são acompanhados de perto por um ou mais machos de 2 , 3 ou 4 anos, denominados aios ou escudeiros.

Ambos os sexos parecem tornar-se aptos para a reprodução aos 8 meses aproximadamente. Nesta espécie o cio não parece ocorrer numa época fixa, tal como acontece na maioria das espécies, pelo que não é rara a detecção de ninhadas em várias épocas do ano; de qualquer forma, podemos dizer que na maior parte dos casos o cio ocorre nas primeiras semanas de Outubro e a gestação dura em média 120 dias.

As porcas prenhes afastam-se da vara para locais isolados, onde parem em média 2 a 10 crias. Estas crias – bácoros ou listados – são amarelas, raiadas de castanho escuro, mudando de pelagem aos seis meses, ficando com uma cor geral castanho-avermelhada. dos seis meses ao ano, ficando chamam-se farropos, e a pelagem escurece progressivamente até apresentar um tom cinzento-anegrado, chamando-se então javalis de vara.


Lebre




A lebre pertence á mesma família do coelho, que se reflecte aliás nalgumas semelhanças morfológicas, embora se destinga facilmente pelo maior tamanho (50 a 60 cm) pela cor amarelo-acastanhado (mais acentuada nas partes superiores), as orelhas grandes, maiores que o comprimento da cabeça e negras na extremidade; Outras das características mais notáveis é o grande comprimento dos membros posteriores, o que lhe permite adquirir grande velocidade (chega a atingir 60 km/h); Nada bem e trepa sem dificuldade.

Em Portugal ocorre em quase todo o território, sendo geralmente mais abundante na beira interior e a sul do Tejo.

HABITAT E ALIMENTAÇÃO:

A lebre prefere os pousios e as terras cultivadas, sobretudo planas, húmidas e pouco cobertas.

É uma espécie herbívora, sendo a base da sua alimentação semelhante á do coelho.

COMPORTAMENTO E REPRODUÇÃO:

A lebre é um animal solitário e " acama " quer em bosques protegidos quer em terrenos abertos, com vegetação adequada.

Normalmente têm 1 a 3 ninhadas por ano; O período de gestação é de 42 a 44 dias e a ninhada é constituída por 1 ou 2 lebrachos (raramente 3) que nascem já de olhos abertos e com pêlo, sendo amamentados até ás 3 semanas.


Perdiz



Excelente andarilha, a perdiz é uma ave de tamanho médio (rondando os 35 a 40 cm de comprimento), com os flancos caracteristicamente estriados de castanho e branco, uma linha preta contornando o branco das faces e descendo até ao peito (onde forma um colar negro donde parte estrias da mesma cor que salpicam o cinzento do peito) as costas e a parte superior da cabeça num quente tom de castanho, o bico e as patas vermelhas.

Apesar de não ser fácil a distinção do macho da fêmea, as perdizes possuem no entanto algumas características que, em observação simultânea, permitem a distinção dos sexos com relativa segurança: - normalmente o macho é maior e mais pesado do que a fêmea (peso médio dos machos: 483g. – peso médio das fêmeas : 395g.)

Os machos apresentam tarsos mais compridos e grossos, esporões com base larga e extremidade arredondada, enquanto que as fêmeas têm os tarsos mais curtos e delgados, quando apresentam esporões, estes têm a base estreita e são bicudos;

Regra geral, a cabeça dos machos é mais volumosa do que a das fêmeas.

A distinção entre animais adultos e juvenis (menos de um ano) pode fazer-se pela observação das rémiges primárias – as 10 penas da extremidade das asas o juvenil inicia a muda no primeiro mês de vida; Prolongando-se até outubro e novembro – mas não há substituição das rémiges. Estas duas penas são pontiagudas e podem apresentar uma pequena pinta branca na extremidade; O adulto inicia a muda de todas as rémiges primárias duas ou três semanas antes do juvenil. as duas últimas penas , quer no caso de ainda não terem sido mudadas quer no caso de já serem novas, têm a extremidade arredondada.

HABITAT E ALIMENTAÇÃO:

È uma ave que prefere as zonas de culturas cerealíferas, mas também se pode encontrar na periferia das áreas incultas ou matos, por vezes também em vinhas.

A alimentação, essencialmente insectívora no primeiro mês de vida, evolui radicalmente por forma a englobar produtos de origem quase só vegetal : Grãos, ( trigo, cevada, aveia ), bolota e também folhas, rebentos, bagas, flores e raízes de uma grande variedade de plantas espontâneas.

COMPORTAMENTO E REPRODUÇÃO:

O acasalamento destas aves começa geralmente em janeiro e fevereiro no sul, fevereiro e março no norte, podendo haver alterações conforme as condições atmosféricas; Fazem o ninho geralmente no chão , com o fundo simplesmente coberto de plantas secas, junto a tufos de ervas, debaixo de ramos secos ou mesmo junto a linhas de água ou caminhos.

A postura dos ovos faz-se durante os meses de março a abril no sul e de abril a maio no norte; O numero de ovos de cada ninho é variável, desde os 8 aos 23, com um valor médio de 12 ovos; A incubação – que começa depois da postura do último ovo – dura cerca de 23 dias. È conhecida a construção de um segundo ninho – provavelmente quando acontece a destruição do primeiro – o qual pode por vezes ser incubado pelo macho.

As eclosões começam no fim de maio e junho, havendo um máximo na primeira quinzena de junho no sul e nos finais do mês no norte; Os perdigotos logo que nascem abandonam o ninho (espécie nidifuga) , mostrando uma notável vivacidade ao seguirem os adultos na procura de alimentos. Durante o verão e até á nova época de acasalamento as perdizes deslocam-se em bandos.

NOTA:
Numa população bem gerida, por cada ninho de perdiz, chegam em média á idade adulta 5 perdigotos; Para se atingir este número há que seguir certas regras, tais como:

Pôr á disposição das perdizes alimento, água e abrigo.
Cuidar da maneira como são feitas as ceifas.
Evitar o abuso de pesticidas.
Vigiar cuidadosamente os rebanhos e as varas tendo especial atenção aos cães dos pastores.
Evitar o excesso de predadores o que não significa a sua eliminação mas sim o seu controle.
Evitar a deambulação de cães e gatos vadios que constituem as maiores populações de predadores em Portugal.
Para o nível da população ser mantido, não pode abater-se anualmente mais de 50% dos efectivos.


Pombo Bravo, Torcaz, Rocha




No nosso país pode encontrar-se três espécies de pombos, com a designação geral de pombos bravos: O pombo torcaz, o pombo das rochas e o pombo bravo. São aves caracterizadas pelo seu aspecto robusto, asas pontiagudas, cabeça relativamente pequena, cauda comprida e voo rápido.

Outras características que têm em comum – assim como a rola – é a sua dependência da água (os grãos de que se alimentam são amolecidos no papo), sendo assim frequente ver os pombos em bebedouros onde saciam a sede, logo levantando voo. Normalmente vivem em bandos fora da época de criação e aos pares durante o acasalamento.

As três espécies têm uma silhueta e forma de voo características, não oferecendo dificuldades de identificação; no entanto, apontam-se de seguida alguns pormenores específicos de cada uma delas.
 
 
Nome Cientifico: Columba Palumbus
Nome Vulgar: Pombo-Torcaz



È o maior dos três pombos (41cm de comprimento), tem duas manchas brancas nos lados do pescoço e outras duas manchas brancas nas asas que o tornam facilmente reconhecível quando em voo.

È um migrador parcial; a maioria da população, proveniente do norte da Europa visita Portugal durante o outono e o inverno. Os animais que criam no nosso país apresentam uma distribuição englobando praticamente todo o território, mas de inverno concentram-se, sobretudo, nas regiões com montado de sobro e azinho.

O pombo torcaz é característico das zonas arborizadas e a sua alimentação é obtida nesses locais – bolota, azeitona mas também se alimenta nas áreas abertas – de cereais, por exemplo.

O ninho é normalmente construído em árvores, a alturas geralmente elevadas; podem ser feitas 3 posturas de 2 ovos (raramente 1), são incubados pelo macho e pela fêmea durante 17 dias.

Nome Cientifico: Columba Livia
Nome Vulgar: Pombo-das-Rochas



Considerado como antepassado dos nossos pombos mansos, este pombo, bastante mais pequeno ( 33cm de comprimento ) e esbelto que o torcaz, representa também outras características que permitem uma fácil distinção daquele: ausência das manchas brancas no pescoço e nas asas, duas barras pretas nas asas, sobretudo visíveis quando em voo, e uropígio branco.

È uma espécie residente, apresentando uma distribuição alargada a quase todo o país, embora localizado devido ao tipo de habitat preferencial.

O habitat do pombo das rochas, tal como o nome indica, está sobretudo ligado ás zonas rochosas, incluindo a orla marítima e áreas adjacentes; a sua alimentação é á base de grãos e sementes.

Nidifica nas falésias ou mesmo em edifícios, geralmente em colónias. O ninho é feito de uma camada delgada de pequenos ramos e raízes e é construído por ambos os sexos, normalmente o macho transporta o material e a fêmea coloca-o. A postura é de 2 ovos, raramente 1 e a incubação dura 17 a 19 dias.

Nome Cientifico: Columba Oenas
Nome Vulgar: Pombo-Bravo

Sensivelmente do mesmo tamanho do pombo das rochas, não apresenta, ao contrário deste, uropígio branco e barras alares negras. Identifica-se pelas pontas das asas negras e dorso nitidamente mais escuro do que o pombo das rochas.

Espécie também residente, mas, das três espécies em causa é a que apresenta uma distribuição menos alargada no nosso país, restrita sobretudo ao interior.

O seu habitat está especialmente relacionado com zonas arborizadas (bosques ou florestas) a sua alimentação baseia-se em grão e em menor percentagem em bagas e bolota.

A nidificação faz-se geralmente em buracos de árvores, de edifícios ou mesmo de rochas. Normalmente as posturas – 2 ou 3 por ano – são de 2 ovos, raramente 1, a incubação é de 16 a 18 dias.

Raposa



A raposa é o carnívoro selvagem com maior distribuição e abundância do mundo. Tem um focinho esguio, rematado por umas orelhas longas e pontiagudas, e uma cauda espessa e vistosa com cerca de 50 cm de comprimento. A pelagem é castanho-avermelhada, e as patas estão dotadas de garras não retrácteis. O corpo e a cabeça apresentam um comprimento que pode variar entre 60 a 90 cm, e um peso entre 5 a 10 kg. As fêmeas são sensivelmente menores que os machos.
É um animal com uma actividade essencialmente crepuscular e uma dieta quase exclusivamente carnívora. Dela fazem parte pequenos mamíferos - coelhos, lebres, ouriços-cacheiros -, aves, peixes, insectos, e ocasionalmente frutos silvestres e cultivados. Os desperdícios humanos são também procurados em épocas de maior carência, sendo por isso comum aproximarem-se de lixeiras próximas de centros urbanos. Consome cerca de 500 g de alimento por dia. O que não caça e não come no próprio dia esconde para consumo superior. Chega a ter cerca de 20 esconderijos de comida, conseguindo lembrar-se de todos eles. Nas zonas rurais, por vezes assalta os galinheiros, tendo o hábito de matar em excesso, o que lhe vale uma má fama entre essas comunidades. Vive em grupos, formado por um macho adulto e várias fêmeas.
A época de acasalamento ocorre em Janeiro/Fevereiro e os nascimentos verificam-se na Primavera, tendo a gestação uma duração de cerca de dois meses. A ninhada - uma por ano - é geralmente composta por 4 a 5 crias. Utiliza tocas escavadas e protegidas pela vegetação, construídas por ela própria ou aproveitando as de texugos ou coelhos. Vive um máximo de 9 anos.


Rola comum



Ave da mesma família dos pombos, distingue-se destes por ser mais pequena (28 cm de comprimento) e de silhueta mais esbelta; Em voo nota-se o batimento de asas mais irregular e a cauda negra com barra terminal branca.

È uma ave migradora que invernando no continente africano, vem nidificar á Europa; A sua entrada dá-se a partir do mês de abril e chegam até ao sul da Escócia e ao norte da Alemanha.

De fins de julho a fins de setembro, e mesmo princípios de outubro, partem para a sua área de inverno, na África tropical (Gâmbia, norte da Nigéria, Senegal , Chade, Sudão e Eritreia), registando-se as grandes entradas nestes países em meados de Setembro.

HABITAT E ALIMENTAÇÃO:

È uma ave que se encontra principalmente em zonas de matas densas alternando com campos abertos.

È uma ave que se alimenta essencialmente de sementes de plantas como girassol, tremocilha, cereais embora também pode comer insectos.

COMPORTAMENTO E REPRODUÇÃO :

As rolas são normalmente vistas aos pares ou em grupos muito pequenos. São aves tímidas mas que se fazem ouvir de forma notável na época de acasalamento.

Os primeiros ninhos são feitos em Maio, mas encontram-se ninhos com ovos ou juvenis mesmo em princípios de Agosto. São construídos rudimentarmente com gravetos intrecruzados, em árvores várias e também em silvados, tojos e arbustos diversos. A postura é de dois ovos, raramente um; a encubação é feita por ambos os sexos e dura 13 a 14 dias.
 

Tordo




 O tordo é uma espécie muito abundante e de elevado interesse cinegético. Passa o Inverno em Portugal, onde também nidifica. Nas suas penas  predomina o tom castanho, apresentando o peito com tons mais claros malhados de preto. Mede um pouco mais de 20 cm e tem o hábito característico de repetir a frase do canto três a quatro vezes. Nidifica entre Março e Junho, 4 a 6 ovos azul claros com manchas pretas, que são incubados pela fêmea durante 11/15 dias. O ninho é em forma de taça, numa árvore ou arbusto.







fonte:acpcamatelajunqueira
« Última modificação: Maio 08, 2011, 06:22:43 pm por Sotnas »



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Responder #1 em: Maio 08, 2011, 07:55:01 pm
Faisão



Origem

 O Faisão é uma ave originária do continente asiático, tendo sido introduzido na Europa na idade média, transportado pelos mercadores que faziam negócios com a Europa.

Cores garridas

 O faisão tem feito as delícias dos criadores de aves de quinta. A sua plumagem de cores garridas, sobretudo nos machos, fazem desta ave um caso único de beleza.
 Na Primavera, época do acasalamento, essas cores tornam-se mais vivas que nunca, sendo esta uma forma de os machos cortejarem as fêmeas.
 Quanto às fêmeas, como em quase todas as aves, a sua plumagem é bastante mais discreta, sendo uma característica útil na Natureza, para se camuflar dos predadores.
 Também em termos de constituição física as diferenças são consideráveis, já que, nesta espécie, o macho é significativamente maior que a fêmea.

 Existem, espalhados pelo mundo, cerca de cinquenta espécies de faisões, em muitos bosques europeus existem exemplares a viver em total liberdade, já que, durante muitos anos, eram soltos na Natureza para depois se tornarem caça da realeza.
 Com o passar dos anos, essa mesma caça tornou-se aberta a todos os caçadores.

Hábitos

 Na Natureza, a faisoa faz o seu ninho no chão entre folhas, por isso, na quinta, a fêmea tem tendência a adoptar idêntico procedimento, escondendo o ninho.

 Quanto às dormidas, os faisões preferem troncos baixos, mas que lhes permitam estar fora do alcance dos predadores.

Em cativeiro

 Em cativeiro, o faisão tem um comportamento de grande desconfiança para com os humanos. Habitua-se ao tratador, mas sempre que outra pessoa se aproxima, fica extremamente nervoso, e corre para os limites da capoeira, correndo depois em redor da mesma até ficar exausto. Inclusive, se o tratador fizer uma mudança significativa de roupa, e não obstante conhecer a sua voz, o faisão apresentará comportamento muito semelhante ao atrás descrito.

Alimentação

 Os faisões alimentam-se de pequenos insectos, minhocas, frutos e sementes de vários cereais, portanto a alimentação é, em tudo, semelhante às outras aves de quinta de capoeira, nomeadamente, o peru e a galinha.

Patos


 Os patos pertencem á família dos Anatídeos, a qual engloba ainda os cisnes e os gansos (o cisne - bravo, cygnus cygnus, é excepcionalmente raro em Portugal, o ganso bravo-comum, Anser anser, visita-nos regularmente no Inverno e o ganso de fase negra, Branta bemicla e o ganso-campestre, Anser fabiles, são francamente ocidentais).
 Quando aos patos propriamente ditos, é geralmente aceite uma divisão classificada que agrupa espécies com determinadas afinidades (morfológicas, ecológicas). Em Portugal há representantes em quatro desses grupos: patos de superfície, patos mergulhadores, pato marinho e pato ganso.

 O reconhecimento das aves destes grupos torna-se extremamente importante para os caçadores, pois apenas se podem caçar uma parte dos patos, as espécies do género Anas, que pertencem aos patos de superfície e duas espécies do género Aythya, que pertencem aos patos mergulhadores.

 Damos seguidamente algumas características muito genéricas dos quatro grupos, que ajudarão a identificação das espécies que são proibidas e das que se podem caçar.

 Patos de superfície:

 A este grupo pertencem sete espécies, todas do género Anas. Tamanho pequeno a médio. Pescoço e patas de tamanho médio. Espelho alar geralmente com brilho metálico. Alimentação á base de microrganismos em suspensão na água e plantas do fundo que arrancam colocando-se com o terço superior emerso. Levantam vou quase na vertical.

 Patos Mergulhadores:

 A este tipo pertencem seis espécies, uma do género Netta e as outras do género Aythya. Tamanho pequeno e médio. Pescoço, asas e patas curtas. Patinham na água antes de levantar voo. Franja alar branca ou pálida. Alimentação é obtida por mergulho; emergem praticamente no local onde imergiram.

 Patos Marinhos:

 A este tipo pertencem duas espécies os Melanitta que praticamente só se encontram ao largo da costa marinha e os mergansos, do género Mergus. Tamanho médio. Coloração quase sempre escura. Alimentação preferencialmente animal. Mergulham para capturar os peixes de que se alimentam e emergem a alguns metros do local onde mergulharam.

 Patos – Gansos:

 Compreende as espécies que apresentam semelhanças com os gansos; só há uma espécie em Portugal incluída neste grupo, o pato branco ( Tadorna tadorna ) Tamanho médio a grande. Pescoço e patas relativamente compridos. Coloração chamativa e semelhante em ambos os sexos.


 HABITAT E ALIMENTAÇÃO:

 Esta ave pode-se encontrar principalmente em zonas húmidas entre Outono e o Inverno. É uma espécie migradora excepto o Pato-Real. O principal tipo de alimentação é de origem vegetal.

 REPRODUÇÃO:
 A reprodução desta espécie verifica-se entre Setembro e Outubro e o nascimento das crias entre Abril e Junho. Esta ave desloca-se geralmente em bandos. Os seus ninhos são feitos conforme as espécie, pode-se encontrar ninhos em zonas como buracos de árvores; buracos no chão e também debaixo de arbustos. Patos (que se podem caçar).

 Nome Cientifico: Anas Platyrhynchos
 Nome Vulgar: Pato-Real
 Nome Cientifico: Anas Clypeata
 Nome Vulgar: Pato-Trombeteiro

 Nome Cientifico: Anas Strepera
 Nome Vulgar: Frisada
 Nome Cientifico: Anas Querquedula
 Nome Vulgar: Marreco

 Nome Cientifico: Anas Crecca
 Nome Vulgar: Marrequinha
 Nome Cientifico: Anas Acuta
 Nome Vulgar: Arrabio




 Nome Cientifico: Anas Penelope
 Nome Vulgar: Piadeira
 Nome Cientifico: Aythya Ferina
 Nome Vulgar: Zarro-Comum


Nome Cientifico: Aythya Fuligula
 Nome Vulgar: Zarro-Negrilha







« Última modificação: Maio 08, 2011, 08:26:42 pm por Sotnas »



 


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