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Autor Tópico: Caça menor (especies Migradoras ou parcialmente Migradoras)  (Lida 3153 vezes)

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Responder #15Julho 17, 2011, 05:05:16 pm

Peters

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Piadeira (Anas penelope)
« Responder #15 em: Julho 17, 2011, 05:05:16 pm »

Macho: Dorso cinzento, pescoço, cabeça, e peito cor de tijolo, fronte amarela, espelho verde brilhante.

Fêmea: Aspecto geral castanho tijolo, ventre branco, espelho semelhante ao do macho mas mais apagado.

Habitat e Alimentação

Todo o tipo de zonas húmidas (estuários, albufeiras, sapais, lagoas, etc.) é em princípio adequado, existindo no entanto preferências de espécie para espécie, frequentemente ligadas a aspectos alimentares. Os patos marinhos estão associados à zona litoral.

A alimentação destes animais é muito variada, principalmente de origem vegetal e de origem animal.

Responder #16Julho 17, 2011, 05:07:24 pm

Peters

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Pombo-Torcaz (Columba palumbus)
« Responder #16 em: Julho 17, 2011, 05:07:24 pm »

Considerando como antepassado dos nossos pombos mansos, este pombo, bastante mais pequeno (33 cm de comprimento) e esbelto que o torcaz, apresenta também outras características que permitem uma fácil distinção daquele: ausência das manchas brancas no pescoço e nas asas, duas barras pretas nas asas, sobretudo visíveis quando em voo, e uropígio branco.
É uma espécie residente, apresentando uma distribuição alargada a quase todo o país embora localizada devido ao tipo de habitat preferencial.

Habitat e Alimentação

O habitat do pombo-da-rocha, tal como o nome indica, está sobretudo ligado a zonas rochosas, incluindo a orla marítima e áreas adjacentes; a sua alimentação é à base de grãos e sementes.


Comportamento e Reprodução

Nidifica nas falésias ou mesmo em edifícios, geralmente em colónias. O ninho é feito de uma camada delgada de pequenos ramos e raízes e é construído por ambos os sexos; normalmente o macho transporta o material e a fêmea coloca-o. A postura é de dois ovos, raramente um e a incubação dura 17 a 19 dias.

Responder #17Julho 17, 2011, 05:08:33 pm

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Pombo-Bravo (Columba oenas)
« Responder #17 em: Julho 17, 2011, 05:08:33 pm »

Sensivelmente do mesmo tamanho do pombo-da-rocha, não apresenta, ao contrário deste, uropígio branco e barras alares negras. Identifica-se pelas pontas das asas negras e dorso nitidamente mais escuro do que o do pombo-da-rocha.
Espécie também residente, mas das três espécies em causa é a que apresenta uma distribuição menos alargada no nosso país, restrita sobretudo ao interior.

Habitat e Alimentação
O habitat do pombo-bravo está especialmente relacionado com zonas arborizadas (bosques ou florestas) e a sua alimentação baseia-se em grãos e em menor percentagem em bagas e bolotas.

Comportamento e Reprodução
A nidificação faz-se geralmente em buracos de árvores, de edifícios ou mesmo de rochas. Normalmente as posturas – duas ou três por ano – são de dois ovos, raramente um, e a incubação é de 16 a 18 dias.

Responder #18Julho 17, 2011, 05:10:48 pm

Peters

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Tarambola-dourada (Pluvialis apricaria)
« Responder #18 em: Julho 17, 2011, 05:10:48 pm »

As tarambolas são aves sociáveis, de tamanho médio (cerca de 27 cm), que nos visitam apenas durante o Inverno; apresentam em comum pescoço largo, bico relativamente curto e forte e olhos bem desenvolvidos.

Podem encontrar-se em Portugal duas espécies de tarambolas: a tarambola-dourada e a tarambola-prateada. Destas só a tarambola-dourada pode ser caçada.

Quando entre nós, no Inverno portanto, esta espécie apresenta a face e a parte inferior do corpo brancas, o peito mosqueado de castanho amarelado, e a face dorsal escura, profusamente manchada de dourado. A parte inferior das asas é completamente branca, a cauda e uropígio são cor do dorso.

Encontra-se especialmente em zonas interiores, mas também frequenta as áreas costeiras, sobretudo as arenosas.

O regime alimentar da tarambola-dourada baseia-se sobretudo em insectos e larvas.

Por ser muito semelhante à tarambola-dourada, apresentamos uma breve descrição da tarambola-prateada (Pluvialis squatarola) que é uma espécie integralmente protegida. Com o mesmo aspecto geral da tarambola-dourada, apresenta no entanto a face dorsal mais acinzentada, axilas negras, bem evidentes, cauda e uropígio esbranquiçados.

Para além dos elementos de distinção já mencionados, apenas há a referir o aspecto alimentar que, nesta espécie, está preferencialmente ligado a moluscos, crustáceos e vermes, o que aliás justifica a estreita ligação da tarambola-prateada com as zonas de costa.

Responder #19Julho 17, 2011, 05:14:55 pm

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Rola-comum (Streptopelia turtur)
« Responder #19 em: Julho 17, 2011, 05:14:55 pm »

Ave da mesma família dos pombos, distingue-se destes por ser mais pequena (28 cm de comprimento) e de silhueta mais esbelta; em voo nota-se o batimento de asas mais irregular e a cauda negra com barra terminal branca.
É uma ave migradora que, invernando no continente africano, vem nidificar à Europa; a sua entrada dá-se a partir do mês de Abril e chega até ao sul da Escócia e ao norte da Alemanha.
De fins de Julho a fins de Setembro, e mesmo princípios de Outubro, parte para a sua área de Inverno, na África tropical (Gâmbia, Senegal, norte da Nigéria, Chade, Sudão, Abissínia e Eritreia), registando-se as grandes entradas nestes países em meados de Setembro.

Habitat e Alimentação

É uma espécie que prefere matas densas alternando com campos abertos (searas e pastos).
É uma ave granívora e a sua alimentação baseia-se em sementes de plantas espontâneas e de plantas de cultivo (girassol, tremocilha, etc.), cereais, mas também como insectos, embora em pequena percentagem.

Comportamento e Reprodução

As rolas são normalmente vistas aos pares ou em grupos muito pequenos. São aves tímidas mas que se fazem ouvir de forma notável na época de acasalamento.
Os primeiros ninhos são feitos em Maio, mas encontram-se ninhos com ovos ou juvenis mesmo em princípios de Agosto. São construídos rudimentarmente com gravetos entrecruzados, em árvores várias e também em silvados, tojos e arbustos diversos. A postura é de dois ovos, raramente um; a incubação é feita por ambos os sexos e dura 13 a 14 dias.


Ordenamento da Espécie

A rola é uma espécie cujos efectivos variam de acordo com os fluxos de migração e taxas de sobrevivência pós e pré-nupcial, pelo que existem os chamados anos bons e maus de rolas.
No entanto, dado ser uma espécie considerada vulnerável, interessa realçar alguns aspectos no âmbito do seu ordenamento que possam contribuir para a sua conservação, nomeadamente:
- O período venatório deve respeitar a última fase de reprodução desta espécie.
- Não se deve caçar nos bebedouros e pontos de água, assim como se deve respeitar uma faixa de protecção de pelo menos 100 metros.
- As culturas atractivas, comedouros e outros dispositivos que visem concentrar rolas com fins venatórios são desaconselháveis, dado contribuírem para um abate excessivo, para além de terem consequência na sua estrutura populacional, nomeadamente a relação adulto/juvenis em desfavor destes.
- Manutenção e criação de sebes vivas com estrato arbóreo e arbustivo bem desenvolvido (incremento dos habitats preferenciais de nidificação).

 


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